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Publicado em 28/02/2019

Atualidades

Economia brasileira repete mau desempenho e cresce 1,1% pelo 2º ano seguido

Economia brasileira cresceu no mesmo ritmo de 2017, o que mostra que a recuperação segue lenta. No 4º trimestre, PIB avançou apenas 0,1%.


IBGE divulga crescimento de 1,1% do PIB em 2018. (Marcello Casal jr/Agência Brasil)


O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1,1% em 2018, na segunda alta anual consecutiva após 2 anos de retração. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB em 2018 totalizou R$ 6,8 trilhões.


Já o PIB per capita (por habitante) teve alta de 0,3% em termos reais, alcançando R$ 32.747 em 2018.


O desempenho da economia brasileira no ano foi decepcionante diante das expectativas iniciais, repetindo o avanço registrado em 2017, quando o PIB também avançou 1,1%, mas veio dentro do esperado por boa parte do mercado, que ao longo do ano foi revisando seguidamente para baixo as previsões para o PIB, em meio aos impactos da greve dos caminhoneiros, incertezas políticas e eleitorais, e piora do cenário internacional. A última previsão dos analistas financeiros, em pesquisa feita pelo Banco Central na semana passada, foi de um crescimento de 1,21% em 2018.


O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.


Veja os principais destaques do PIB em 2018:

Serviços: 1,3%

Indústria: 0,6% (1ª alta após 4 anos de quedas)

Agropecuária: 0,1%

Consumo das famílias: 1,9% (2ª alta anual seguida acima do PIB do país)

Consumo do governo: 0

Investimentos: 4,1% (1ª alta após 3 anos de quedas)

Construção civil: -2,5% (5ª queda anual seguida)

Exportação: 4,1%

Importação: 8,5%


Recuperação lenta

De acordo com a gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, com o resultado do ano passado a economia do país alcançou o mesmo patamar que apresentava no primeiro semestre de 2012, o que mostra que a recuperação segue em ritmo lento e que o PIB do país ainda segue abaixo do nível pré-recessão.


Segundo ela, em valores correntes, o PIB brasileiro ainda segue 5,1% abaixo do pico registrado em 2014.


Setor de serviços foi destaque do ano

Segundo o IBGE, o crescimento de 2018 foi garantido pela alta de 1,3% do setor de serviços (após avanço de 0,5% em 2017), que responde por 75,8% do PIB. As 7 atividades do setor tiveram taxas positivas, com destaque para as atividades imobiliárias, que cresceram 3,1%, e o comércio, que teve alta de 2,3%.


Do lado da demanda, o destaque foi o consumo das famílias, que cresceu 1,9%.


Apesar da recuperação lenta da economia, praticamente todos os componentes do PIB registraram crescimento em 2018, com exceção da construção civil, que registrou queda de 2,5%, na 5ª queda anual seguida.


A taxa de investimento no ano de 2018 foi de 15,8% do PIB, acima do observado no ano anterior (15%). Já a taxa de poupança ficou em 14,5%, ante 14,3% em 2017.


PIB cresce 0,1% no 4º trimestre

No 4º trimestre, o PIB cresceu 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Apesar de se tratar da 8ª alta consecutiva nessa base de comparação, o resultado mostrou uma perda de fôlego da economia no final do ano. Frente ao mesmo período de 2017, o avanço foi de 1,1%.


A agropecuária e os serviços apresentaram variação positiva de 0,2%, enquanto a indústria caiu 0,3%, na comparação com o 3º trimestre.


Pela ótica da despesa, o consumo das famílias cresceu 0,4%, enquanto que a Formação Bruta de Capital Fixo (indicador de investimentos) caiu 2,5%. Já os gastos do governo recuou 0,3%.


No setor externo, as exportações cresceram 3,6%, enquanto as importações caíram 6,6% em relação ao terceiro trimestre de 2018.


O IBGE revisou os dados do PIB dos últimos trimestres. No 4º tri de 2017, a alta foi de 0,3%, ao contrário dos 0,2% divulgado anteriormente. No 1º tri de 2018, o crescimento foi de 0,4%, ao invés de 0,2%. No 2º tri, houve estabilidade e não a alta de 0,2% que havia sido divulgada. E no 3º tri o crescimento foi menor que o apurado antes: a alta de 0,8% foi revisada para 0,5%.

G1.Globo.com

Darlan Alvarenga e Daniel Silveira