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Publicado em 26/02/2019

Atualidades

Roraima decreta estado de calamidade pública na saúde

Medida foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (25). Governo pretende facilitar o processo de compras emergenciais de medicamentos e de materiais médico-hospitalares para atender demanda de feridos.


O governador de Roraima, Antônio Denarium(PSL), anunciou decreto de calamidade na saúde nesse domingo (24) — Foto: Pedro Barbosa/G1 RR


O decreto de calamidade na Saúde de Roraima foi publicado na tarde desta segunda-feira (25) no Diário Oficial do Estado (DOE). A medida foi tomada pelo governador Antonio Denarium (PSL) em razão do número de feridos venezuelanos que têm chegado aos hospitais do estado desde o fechamento da fronteira por ordem de Nicolás Maduro.


"Não há mais espaço para anteder essas vítimas", afirmou Denarium nesse domingo (24) ao anunciar que editaria o decreto.


A calamidade foi "em face da crise humanitária e violência na Venezuela impactando o serviço de saúde nos hospitais do Estado localizados nos municípios de Pacaraima e Boa Vista", destaca um trecho do decreto nº 26.577-E que tem vigência de 90 dias.


Com o decreto, governo pretende ter mais facilidade para realização de compras emergenciais de medicamentos e de materiais médico-hospitalares, a fim de atender à população local e aos imigrantes.


A grave crise financeira de Roraima - também sob decreto de calamidade, a falta de leitos e a urgente necessidade de aquisição de medicamentos para os hospitais é citada no texto do decreto.


Aquisições e contratações necessárias para os atendimentos nos hospitais em Boa Vista e Pacaraima, na fronteira, serão providenciadas pela Secretaria de Saúde (Sesau).


Desde a sexta-feira (23) que os hospitais Délio Tupinambá, único em Pacaraima, e o Hospital Geral de Roraima, em Boa Vista, recebem pacientes em estado grave feridos em conflitos na Venezuela.


“Já estávamos com situação crítica no setor da saúde em Roraima. A partir dos conflitos na Venezuela, esse problema se agravou. Entraram aqui para atendimento no HGR [Hospital Geral de Roraima], nos últimos dois dias, dezenas de venezuelanos feridos por armas de fogo e quase todos precisaram de cirurgia”, afirmou o governador.


O HGR é o único no estado que tem estrutura para atender casos complexas, como cirurgias para retirada de projéteis, e há meses registrava falta de materiais básicos. O Délio Tupinambá é uma unidade de média complexidade, onde pacientes mais graves recebem os primeiros atendimentos e são estabilizados para serem transferidos à capital.

G1.Globo.com

Valéria Oliveira