Portal da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Publicado em 24/08/2016

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Perseguição religiosa aumenta na China, mas cristãos resistem: "Continuamos nos reunindo"

Apesar da repressão contra as igrejas domésticas, na China, os cristãos continuam se reunindo, mesmo correndo risco de vida. O país é o 33º na lista de perseguição contra cristãos, de acordo com o Portas Abertas.

A meta do governo de manter o poder e harmonia social inclui o controle de todas as religiões.

A repressão da China contra as igrejas domésticas, que não são registradas na igreja oficial do Estado, está crescendo e atualmente representa o maior desafio enfrentado pelos cristãos na região, de acordo com relatórios mais recentes. Essas igrejas estão resistindo à pressão para cumprir os regulamentos governamentais, apesar dos riscos de represálias.

A China Aid, que trabalha para apoiar os cristãos perseguidos na China, está relatando que a igreja doméstica “Proclamando Cristo”, que fica na província central de Henan, rejeitou uma ordem do governo para interromper suas atividades religiosas e remover os sinais cristãos do local. Mas, os "adoradores" estão resistindo e pretendem continuar a desafiar as autoridades.

Fang Guojian, um participante da igreja, disse ao China Aid: "Ainda estamos nos reunindo. Escrevemos uma petição e depois que eles viram ela, ficaram com medo. Na carta, escrevemos que iríamos para Pequim. Agora, eles estão com medo, e eles não devem se atrever a nos provocar", relatou.

Uma vez que as igrejas estão registradas com a igreja oficial, o “Movimento das Três Autonomias Patrióticas” faz com que todas elas passem pela supervisão do governo. Todos os cultos precisam ser aprovados pelo Estado.

A China é 33º país na lista de perseguição contra os cristãos. O dado é registrado pelo Ministério Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil de praticar a fé cristã.

O Portas Abertas diz: "Embora a campanha de quebrar as cruzes na província de Zhejiang pareça ter chegado ao fim, as reuniões da igreja continuam a serem interrompidas. As autoridades enxergam as reuniões como ameaças, quando os estrangeiros, mídia ou grandes grupos de pessoas estão envolvidas, como acontece na província de Guangdong.

"A contenção de informação nas mídias sociais após as explosões em Tianjin, em agosto 2015, também serve para limitar as liberdades cristãs. A meta do governo de manter o poder e harmonia social inclui o controle de todas as religiões, incluindo o rápido crescimento da minoria cristã", concluiu.

http://guiame.com.br/