Portal da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Publicado em 12/08/2016

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75% da população mundial vive sob “severa restrição” de liberdade religiosa

Cerca de 90% dos países interferem nos direitos humanos básicos


Três quartos da população mundial sofre de graves restrições à liberdade religiosa conclui o Relatório Internacional sobre Liberdade Religiosa 2015, publicado nesta quarta-feira (10).

 

Compilado pelo o Departamento de Estado dos EUA, o estudo mostra que um quarto dos países limitam os diretos da população de praticar livremente sua fé. Isso é feito através de “políticas de governo ou os atos hostis de indivíduos, organizações ou grupos da sociedade”.

 

O documento destaca que uma das tendências mais preocupantes atuais no mundo é a prevalência de “códigos legais que penalizam duramente a blasfêmia e a apostasia”. Afirma também que eles “solapam direitos humanos universalmente reconhecidos”.

 

A conclusão do relatório é que o número de países que exigem “algum tipo de registro” aumentou significativamente ao longo dos últimos 20 anos, perfazendo quase 90% das nações do globo. O enfoque foi dado, sobretudo, ao fato de que “os membros de religiões minoritárias, ou religiões que sejam novas para um país, são desproporcionalmente discriminadas por esta regulamentação”.

 

O Brasil não é citado no texto, mesmo assim, entre 2011 a 2015 foram registradas 756 denúncias de intolerância religiosa na Secretaria de Direitos Humanos.

 

David Saperstein, que apresentou os resultados da pesquisa, explicou a ênfase dada às chamadas “leis de blasfêmia e apostasia” em todo o mundo. Elas possuem, afirma “um efeito paralisante, por vezes mortal” sobre a população.

 

Uma referência ao fato de que acusações sem provas podem colocar pessoas na cadeia ou mesmo condená-los a morte, é “mais prevalente em países muçulmanos, embora existem em outros”, concluiu Saperstein em entrevista coletiva.

 

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