Portal da Igreja do Evangelho Quadrangular

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Publicado em 14/11/2016

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Após ser demitido por orar em campo, treinador cristão ganha apoio de colegas

O treinador Joe Kennedy tinha o costume de orar com seus alunos após os jogos, mas foi demitido quando se recusou a parar a prática.

Em outubro do ano passado, o distrito escolar colocou Kennedy em licença administrativa.


Dois treinadores de futebol, juntamente com seus alunos, se ajoelharam durante o hino nacional, como forma de protesto. Eles estavam apoiando um treinador que foi demitido por ter o costume de orar com seus alunos, após os jogos.


Os treinadores Kellen Alley e Joseph Thomas da Garfield High School em Seattle (Washington – EUA), ganharam atenção nacional quando eles e sua equipe se ajoelharam durante o "Star Spangled Banner".


Alley e Thomas argumentaram que o treinador de futebol Joe Kennedy não deve ser punido por orar no campo após os jogos, pois suas ações estão de acordo com a Primeira Emenda no que tange a "conduta expressiva".


Até agora, o distrito escolar de Seattle, que opera na Garfield High School e é o empregador de Thomas e Alley, não tomou nenhuma ação para parar ou impedir os treinadores de participarem da ação com os alunos, ou para tentar limitar eles de falar sobre esta questão.


No entanto, vendo a decisão do tribunal distrital que restringiu o treinador Kennedy de se expressar no campo de futebol, os outros ficaram preocupados se o distrito escolar de Seattle poderia também proibi-los de participar dessa manifestação ou puni-los.


No tempo em que servia como treinador na Bremerton High School, em Washington, Kennedy tinha o hábito de ir ao campo de futebol para ajoelhar e orar, com alguns alunos que  voluntariamente se juntavam a ele.


Em outubro do ano passado, o distrito escolar colocou Kennedy em licença administrativa remunerada e disse-lhe para encerrar a prática de oração. Quando ele se recusou a fazê-lo, foi suspenso. Kennedy apresentou sua queixa com a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego em dezembro de 2015, contra o Distrito Escolar de Bremerton.


Liberdade de expressão

"De fato, não há provas de que os alunos tenham sido diretamente coagidos a orar com Kennedy, mas isso não é o padrão", explicou o distrito escolar em um comunicado. "Embora assistir os jogos seja algo voluntário para a maioria dos alunos, eles são obrigados a estarem presentes em virtude de sua participação no esporte. E por conta disso podem sofrer um grau de coerção para participar da atividade religiosa”, argumentou.


Em junho, Kennedy recebeu uma carta de recomendação com o direito de processar o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e, em agosto, o treinador entrou com uma ação judicial contra o distrito escolar com a ajuda do “First Liberty Institute”.


Mike Berry, um advogado do instituto, disse em um comunicado que, se "a Constituição protege o direito de um treinador de futebol a se ajoelhar para protestar contra a injustiça, certamente protege o direito de um treinador de futebol se ajoelhar em oração".


"Se você é liberal ou conservador, se você é uma pessoa de fé devota ou não tem fé alguma, devemos todos procurar defender o direito à liberdade de expressão", disse Berry. "É importante para a nossa identidade americana, como uma sociedade diversa e pluralista, onde fomentamos a livre troca de ideias", finalizou.

guiame.com.br